As Brumas do Porto

sol-124 (1)
Há uma chuva instantânea de mistérios

Onde olhares não desprendem das saudades

Num vazio embebedado, inútil descaminho

Vem a sombra de perfumes divagar anoiteceres

O anteceder do abraço alegre-triste empalideça os horizontes de

quimeras que se encontram ao fundo das distâncias e dos mares

O Tâmisa trague os domínios de além-mar

O flash cauterize seu instante na fita fotográfica do presente

O espaço indetermine meu desolo

As fachadas entre o cinza se revelem

O cotidiano flane pelas formas

Olhos meus arrastem o intermédio das paisagens

O tempo esconda-se na névoa e se resuma breve nas ondas desse mar insinuante

em minha morte

Na despedida há sempre um nunca mais do até rever-se.

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