Do bacalhau ao elo. By Nicole Guimarães

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Em www.entreconversaseflores.com

Totalmente avessa à cozinha e sem dotes culinários, me peguei fazendo três receitas da família: pizza com massa de batata, rabanada e bacalhau à portuguesa. Não sei o que deu em mim. Meu tio mandou as receitas pelo WhatsApp e coloquei a mão na massa.

Embora as orientações fossem bastante genéricas, como: vai polvilhando a farinha até a massa ficar boa. Polvilhar quanto? Quando eu sei que a massa está boa? Cozinha o bacalhau com tudo junto. Mas a batata não tem tempo de cozimento diferente do ovo?

No fim das contas, foi pelo instinto. E pelas lembranças. Afinal, eu como isso tudo todo ano, desde que me entendo por gente. Enquanto eu sentia os cheiros e os sabores certos, histórias passavam pela minha cabeça. Histórias da minha infância, da minha vó, da vó dela, do Brasil, de Portugal.

Somos feitos por muitos seres que já passaram por esse mundo. Na mesma época dessas aventuras na cozinha, assisti ao documentário AmarElo, do Emicida. Senti tanto orgulho de ser brasileira, de lembrar do meu avô negro cantando nas rodas de samba com um copinho de cerveja na mão.

Amar realmente é elo. É juntar todas as argolas numa só corrente e deixar fluir aquela obra de arte cheia de cores, curvas, relevos. Trazemos dentro da gente coisas de tanta gente. Veja só: Fritar rabanada tem o poder de resgatar a alegria de ser o que somos e fomos. É uma saudade boa.

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  1. Que lindoooooooo! Amei. É bem isso.

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