Pintura de Georges Braque

       Paixonite – Priscila Monteiro Santos (priscmonteiro.wordpress.com)    

             Sabe me apaixonei por você assim que o vi, nos instantes seguintes, o meu sentimento simplesmente cresceu, na segunda vez que nos encontramos, assim o fez mais e mais, na terceira vez o odiei, odiei tanto que desejei matá-lo, mas como o crime não compensa quis morrer para não precisar mais vê-lo.

              Na quarta vez, senti-me indiferente a você, era como tinha de ser, ainda não o havia perdoado, então decidi que paixão não serviria para nós, decidi que iria amá-lo, mesmo sem me declarar, confessar ou sem que você me perguntasse, estaria presente, e então por destino ou Deus a brincar com meus planos, ficamos ausentes.

              Tanto tempo ausentes um do outro, que da outra vez em que o vi você era de novo um estranho, mas eu já estava preparada, sabia que a primeira vista você me causava paixão, então controlei meu pathos, coloquei freio nos meus sentimentos, imaginava o chão para não olhar seu rosto… não desejar você para mim.

               Então, a vida é engraçada e Deus ama contar piada, fui ler sobre saudades, e não é que as encontrei bem na sua cidade, com tanto lugar no globo, as saudades eram de lá, do mesmo lugar que você apresentou para mim.