By hang Ferrero

precedem de mim os ais da eternidade;

me são tão caros que me arrebentam

as fácies, as vontades e a superfície.

ouço o murmurar dos aforismos tristes.

sou o eco, o pranto e a sobra caída da divisão.

padecem de mim; a prece, o giz e o éter

e por tais coisas, ninguém me inveja

e por mais, ninguém se importa,

pois, não sou palavra; sou peregrino,

a lama e a perda do tato, o cansaço

e a enfermidade das lonjuras.

fenecem por mim os tais espectros,

escoados pelas tantas rupturas.

por abandonar minh’alma na partida,

não sei nomear as bênçãos de que careço,

então, despede-se de mim, a fé

 e, carecem de mim, tais “externidades”.