A incrível roupa do homem do primeiro andar

Olho a cidade a mover mãos
Braços multiplicam-se
Picaretas estilhaçam muros e adentram
E outros obstáculos montanhosos surgem
Mais braços chegam para cavar
Cavam, cavam, cavam!
Ignoram ouro, diamantes, metais desconhecidos
Procuram um olhar, talvez um coração
E novos muros de aços advindos de lugares distantes surgem do chão às estrelas
E fossos minados se alinham aos muros
Braços de outras cidades juntam-se para cavar
Cavam, cavam, cavam…
Estranhos materiais geológicos vão sendo rompidos
E a matéria flexível ainda coberta
Cerne impenetrável, resíduos meteóricos, elementos químicos inominados
A dureza quebra ferramentas, cansa todos os braços
Não há como romper por fora.