No melhor dos Tempos

por Jenis

Prego armadilhas dentro das minhas verdades, calculo o tempo que vou usar para entender se estou chegando perto. Êxito em avisar-me para não perder a graça e, no fim, acabo presa no quartinho sem janelas pensando que já vi isso antes.

Quando o jogo acaba e me ponho a sonhar, sinto enfim o calor de quem nunca realmente vi, me encarando em azul celeste – tão fundo que falta um sopro para que eu mergulhe feito em banho de mar, suma e me afogue em você.

Chegue com esse sorriso pra lá de mim, pois quando passar um, dois… já fui, e é impossível voltar a sonhar. Acredite, pois já tentei voltar pra dentro de ti. Não volto, mas você também não sai mais.

Entendi que é você que não sai mais.