Se eu lhe contasse… by Miriam Costa

Por Miriam Costa & Cronicarte

Se eu lhe contasse…
É preciso impaciência para se alcançar a paciência, essa esperança modernista, (risos), sempre descrita na confusão de outros poemas.
——-> Os rastros de luz do destino se desprenderam da carne, ficaram iluminando o “não há vagas” do nosso desejo.
——-> O espelho refletindo o cupido antes de atingi-lo!
Se eu lhe contasse…
Sentada observo todo o desmaio das coisas, também os vultos que encobrem o esmalte vermelho, observo o seu não-eu mental, ando treinando para silenciar, descansar e esquecer! Essa é a real!
Tudo de perto é mais transparente, o mergulho, o gozo, os hereges, os afoitos.
As ocultas, a madrugada fria acompanha meus cabelos soltos, vindos de toda a parte antes que o sol apareça.
Sem trégua, as horas regressando para as opiniões alheias, a madrugada passa rápido como os beijos roubados às pressas.
Se eu lhe contasse…
É preciso começar bom amante para ser amante bom, descobrir a inconstância de isto ser (ou não), se permitir caçar as lágrimas que nascem da própria obsessão. (São vulcões vivos nas almas.)
Se eu lhe contasse…
Saindo de dentro de mim, tem comédia na desordem.
(Tem homenagem póstuma por saudade.)
Tem sangue africano em toda parte!
Tem o menino-adulto soltando pipa.
Tem vingança nas veias dos que sofrem.
Tem raiva vivendo das mortes.
Tem rumores manjados de quase-anônimos.
Tem os silêncios que respondem!
Saindo de dentro de mim, tem assobios.
Bordões.
Contornos.
Muitas estórias valentes para alguém condenar.

Se eu lhe contasse…
……………. sobre os gemidos amedrontados abaixo dos céus…

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