Decantamentos by Odilon Machado de Lourenço

PARA ITAPUÃ.

As águas dos dias escorrem para o cimo crepúsculo

Ventos levam os ares do sol ao outro amanhã

Auras viram ondas a cair sob as sombras

Vultos adentram a simbiose da noite

Em alheio sentido danças acontecem

Um turbilhão invade devaneios em cheios mares de luz

Há um ajustamento de loucuras no silêncio dos redemoinhos das águas

O círculo no seio da vida aniquila temores

Afundam-se navios carregados de angústias

No desalinho das curvas afogam-se séculos

Âncoras caladas no sempre observam ocasos

Ali peixes guardam desconhecimentos eternos

As marés ficam confusas

A queda das águas mergulha desconhecidos vazios

Inundam o leito escuro dos vales

Vão as águas ao recuo das marés

Cobrem pedras caminhos de musgos

As águas dissolvem-se nos tons dos meus olhos

O coração arranca voos que giram a viver e a viver…

A leitura das águas fulmina retinas

Deságua o silêncio

Ventos alcançam pedras ao intacto esmo

Calafrio inundado num sonho

O voo dos ares carcome decênios nas pedras inatas

Séculos intocados a esculpir reentrâncias deixam aos sopros do hoje sua espera eterna

Fiam pedras o pouso dos passos de meus pensares

Pássaros dormem prenúncios de cânticos

No entorno lúcida paisagem de cores desenhadas nos pincéis das auroras

Voltam as águas a bater no risco das pedras.

2 Comentarios Agrega el tuyo

  1. fulvialuna1 dice:

    Spero di aver capito bene, la traduzione a volte inganna
    Una composizione complessa ma di estrema bellezza, piena di immagini

    Le gusta a 1 persona

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