Crônica do mundo paralelo IX | mercado by Hang ferrero

uma bandeira acoberta um degredado en passant. bebe corote. marcha soldado cabeça de papel. visível grogue catarina do brazil in a pickle. ele bebe corote. o mercado pede pra beber pouco por conta do teto. cabeça oca. não vacinei porque tava viajando. cadê wally? saudade de waly, o salomão. este, bebia poesia nos mercados, feito eu. aqui, tem mercado e é a casa-manifesto das culturas populares. casa dos amigos que leram karl. eu também lee o capital. ao lado do mercado tem quartel e à frente, aquartelados, tem supremacistas do supremo é o povo ( me recuso à destacar a palavra ). do outro lado tem samba de coco, roda de samba, poesia, capoeira, intervenções musicais de toda monta das artes afrobraSileiras. é novembro no mercado. no mercado, ninguém solta a mão antirracista de ninguém. ao lado do mercado tem mantras de agressão e confusão mental. dentro do mercado tem ode ao amor. luta antimanicomial é das causas mais sérias e eles vivem pra dizer que esta luta deve permanecer longe das áreas centrais. agora enlouquecem o entorno do mercado na área central. e eu preto, quem diria, por medo, atravesso pro outro lado da rua quando me deparo com pessoas trajadas de privilégio branco.

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