Crônica do mundo paralelo XI | fake news by Hang Ferrero

e se contas a fulano o que visse e à sua maneira, este, conta a beltrano e este, a sicrano, que tem todo um jeito particular de ver as coisas e me conta outra história. e se pudermos assoprar levianamente tais disposições? quem se importa com quem? pseudos evidências produzidas por teus temores, prefiro pensar…

Intemperança by Hang Ferrero

das utopias quero o gosto diáriopra recorrer às memórias tardiase continuar sonhando com avessose com tipo de coisa que flerte o exageroe tudo no mundo que seja este mesmomas com o direito de usar feitiçaria e tu comigo – preciso do teu riso na ventania

Crônica do mundo paralelo IX | mercado by Hang ferrero

uma bandeira acoberta um degredado en passant. bebe corote. marcha soldado cabeça de papel. visível grogue catarina do brazil in a pickle. ele bebe corote. o mercado pede pra beber pouco por conta do teto. cabeça oca. não vacinei porque tava viajando. cadê wally? saudade de waly, o salomão. este, bebia poesia nos mercados, feito…

Crônica do mundo paralelo VII – Aparecida by hang Ferrero

amar o verbo tem sido antiquado, então, resta–me incendiar a madrugada e com a ponta dos dedos esfriar o sono , esquecê–lo e, criar um impostor diuturno; mentir, mentir e mentir, até não haver remorso, até parecer fácil, até criar novas verdades bem simples; ignorar os fatos uma centena de vezes pra apagar a sofisticação…

torpor land by Hang Ferrero

é cansativo lutar todo dia contra as forças palacianas, aqui em torpor land. não comungo da abstração da maioria das rodas de conversa; razão pela qual eu fujo delas; minha fraqueza, meu defeito. pra ficar de pé, dói cada célula e antes mesmo do café da manhã, preciso me refazer parte a parte: tatear o…

o tempo by Hang Ferrero

eu me recuso a empreender esforço pra alcançar, conscientemente, a precarização da vida. um desperdício; diante da pele fina que cai diante dos meus olhos ao fim de toda tarde. é que graceja este sol, querendo ser sol. o ácido d’um estômago que corrói metais. também o sal. o cérebro processando o dia durante o…

o tempo by Hang Ferrero

eu me recuso a empreender esforço pra alcançar, conscientemente, a precarização da vida. um desperdício; diante da pele fina que cai diante dos meus olhos ao fim de toda tarde. é que graceja este sol, querendo ser sol. o ácido d’um estômago que corrói metais. também o sal. o cérebro processando o dia durante o…

Texto pandêmico | iorubá by Hang Ferrero

pra me afastar um tanto dos sete escudos do meu canto, encaixo um zumbi (do) nas orelhas. tudo feito pra ficar bonito; brinco(s), de estrela. pra saída; o raiar o dia: bom pra dar de língua pr‘esta vida, até o bocejar do anoitecer e, pra funcionar bem certinho, sem grilos, sopro fininho, uns cânticos que…