o tempo by Hang Ferrero

eu me recuso a empreender esforço pra alcançar, conscientemente, a precarização da vida. um desperdício; diante da pele fina que cai diante dos meus olhos ao fim de toda tarde. é que graceja este sol, querendo ser sol. o ácido d’um estômago que corrói metais. também o sal. o cérebro processando o dia durante o…

Paratóxico

By Hang ferrero partus cobrava–se demasiado, reforçando o tanto que era cobrado, ao ponto de sem perceber–se ácido, desejar mesmo, cônscio, não abster–se de relações doentias de afetar–se rápido. partus tinha consciência de que mundo morria em nome desse comportamento repetitivo de linha de sobrevivência, mas nada podia e, aprendeu o nome disso e pronunciava…

Slam bones

By Hang Ferrero como posso beber desse gosto de arrasto, que fere a vida e priva a morte; é que chamam o meu esforço de previdência mas o que engorda a fome? necropolítica, negligência. saber–se público, afamado e levado ao púlpito: como pode? como posso com isso? ver o escárnio no horário nobre? como; do…

Éon

By Hang Ferrero não é necessário compreender a divisão dos quartos de hora, mas a do espaço-tempo daquela ventura do ocaso que não por acaso, se faz primeiro, primário e fabuloso; o beijo. não há mais a inclinação do prisma, por certo, mas a beleza da fuga das cores, revelada, quando tudo foge pros cantos…

flexibilização

By Hang ferrero não há meio quando auto-centrado. não pareço e não me parece claro se são monstros, santos ou demônios vestidos em trajes de gala, sentados à minha frente e quando tudo me é ego, vociferam os gárgulas do outro lado. não estou certo, se tudo é apenas corpo, se alma é só literatura….

o tempo by Hang Ferrero

eu me recuso a empreender esforço pra alcançar, conscientemente, a precarização da vida. um desperdício; diante da pele fina que cai diante dos meus olhos ao fim de toda tarde. é que graceja este sol, querendo ser sol. o ácido d’um estômago que corrói metais. também o sal. o cérebro processando o dia durante o…

Texto pandêmico | iorubá by Hang Ferrero

pra me afastar um tanto dos sete escudos do meu canto, encaixo um zumbi (do) nas orelhas. tudo feito pra ficar bonito; brinco(s), de estrela. pra saída; o raiar o dia: bom pra dar de língua pr‘esta vida, até o bocejar do anoitecer e, pra funcionar bem certinho, sem grilos, sopro fininho, uns cânticos que…

Réquiem em dó maior by Hang Ferrero

aturdido junto a si. acordado, mas, tardio de perceber o gracejo da qualquer parte do dia. um sujeito atordoado e tentado, sem sucesso a desfazer-se dos traços das tantas noites indignas. tudo o que sabe é roer desrespeitosamente as unhas e arranhar desventuranças. cada ato, enveredado pra não dar mesmo certo. sê bom na costumeira…