Quero Preencher por Jenis

palavra palavra minha passatempo da paixão que desce e sobe amarra e estica dá volta no branco preenche dentro das margens dando desculpa a existência do vazio porque se existe vazio faço aqui sua contraponta o que nasce pra tomar lugar e fica demandando presença mais e sempre mais tece até embaixo como quem quer…

Quem? by Hang Ferrero

quem me ouviria, dentre os loucos, se eu gritasse aos pés da terra–mãe, senão os raros, de fato, poucos?

Querida Suricato by Jenis

O amor é um signo Presente para os amaldiçoados Vem num suspiro Em abraço de afago Pensamento de amigo Que se expande ao contrário Não se encontra ao lado No sonho sonhado Deitado em féu no espaço Por você me faço amado Querida Suricato, Não se esqueça do nado.

Abalone by Hang Ferrero

nem tudo me é claro claro que não! uso do ópio e trago tudo todo errado e me entrego e a tua voz me apaga que praga! só devia ir até aonde a dor não mata porque tu és dor! mas vou ao teu encontro e pronto, tu és corpo, sou alma! não conto a…

Embrionário by Hang Ferrero

trago um tomo dedicado a plumo o mesmo olmo sem erário e húmus insisti no inverno deste bioma o ovário e desde então do ovo engoli tal sumo

Prognóstico by Hang Ferrero

tenho tanto de loucura da mais pura e sou bem feito assim já me prometeram a cura com que propósito? treinei elegância e ternura pra cuspir os cumprimidim se sair dessa coisa boa encerro minhas doideiras não é bobeira só sei que será meu fim prefiro é dois goles de quase morte, acreditem: tenho é…

Vide Bula | poema capturado de uma bula de remédio By Hang Ferrero

no corpo, a fé resulta ético–caucasiana. fato! outro tipo ao efeito genético. paciente, converte o sangue à níveis tóxicos. dificuldade; indicado outro tipo de analgésico. risco de severa toxicidade. eis a relação causal! argumentam: piloro, leporino, palatina e outros associados.

a Fantin-Latour por João-Maria

Há uma máquina imperfeita  no centro do mundo. O parágrafo despedaçado    que conjuras caí-lhe sobre o arreio; o fundo      lava-se de olhos húmidos. Para sempre,  retumba o depósito de cidades tuas,    para sempre singrará de ti     o som da quebrança; o marulho     garrido de mil parágrafos teus…

a Turner por João-Maria

Um clarão tornea de luz a égua negra que parte a rés de Marte esvoaçante.  Adeja essas películas cansadas, fome liminar ao propósito; ao desejo. Tudo o que há na tarde ferida é o hálito desenfurnado ventante e uma sucessão odontóstoma  de poentes. O falo no teu centro cairá no lago e serpenteará um novo…

a Braun por João-Maria

A mossa quente sobe de sede dentre os entalhes, — levanta-te, pedra, sabes do mar de tudo!,        levanta-te e devora-te como se tivesses dentes         ora de carne ora dela nascidos.  Não deixes que os ante-homens da poente; esses guinchos vindos lá da Palmira síria   onde as tuas…