Fabiana Souza & Bruno Ortiz Monllor

Um sopro no zovido!suncês branco se aproxima do nosso povoescuitam nossas históriasaprendem nossas dança, cantos e rezase quando cê menos espera suncês disaparece.

Di repente a gente vê suncês tudo colorido, usando nossas vestimenta, turbantes, batendo nos nosso tambor, dançando nossas dança, rezando pros nosso santo… tudinho, iguaizinho o que nóis ensinô… okê arô!!

Suncês pegam todo nosso conhecimento que vem di longe, di muito tempo e já acham que pode dá aula, e conta nossa história pela boca duncês…Trocando nossas palavra, pelo seus «academêis» Como si não bastasse inda enchem os bolso di dinheiro ganhado às nossas custas…Mas leva chicoteada no lombo suncês num quer, num é mesmo? Ô zifio, só quero dizê que suncês pode ter a tal da universidade como argumento pra essa falta de respeito com nossas memória, mas universidade não se iguala a ancestralidade. Ancestralidade não se aprende em universidade não. Ancestralidade se vive… corre nas veia dos neto dos preto véio! Ancestralidade não se vende zifio!

Fabiana Souza (Recado escutado hoje, onde sou apenas o carteiro que entrega a carta)

Ilustração do amigo Bruno Ortiz!

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